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Médico ensina a identificar quando imunidade está baixa e como fortalecer

Especialistas da saúde têm orientado a população não apenas a lavar as mãos constantemente e tomar medidas de segurança ao tossir e espirrar, quando se trata da imunidade

Fique atento à sua imunidade! Em meio à epidemia de COVID-19 (nome da doença causada pelo novo coronavírus descoberto na China em dezembro de 2019), especialistas da saúde têm orientado a população não apenas a lavar as mãos constantemente e tomar medidas de segurança ao tossir e espirrar, mas também a buscar formas de fortalecer o sistema imunológico, ou seja, aumentar as defesa do corpo – e, além de imunidade baixa dar sinais claros, há diversas formas de fortalecê-la.

Imunidade baixa: sinais

Apesar de em geral a taxa de mortalidade do coronavírus ser baixa, ela aumenta quando o paciente é idoso ou tem outras doenças (como diabetes, hipertensão, males respiratórios), tudo porque estes fatores indicam um sistema imunológico mais debilitado e um organismo mais frágil. Ficar com a imunidade baixa, porém, também é comum entre pessoas jovens e sem outras comorbidades.

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Como a força do sistema imunológico depende de uma série de fatores, é comum que as pessoas tenham períodos em que a imunidade está mais baixa – algo que deixa o corpo mais suscetível a alguns males, e o urologista Flávio Iizuka, do Hospital São Luiz em São Paulo, explica que algumas doenças bem comuns (e até recorrentes para algumas pessoas) são sinais claros de que as defesas do organismo estão baixas.

“Casos de herpes labial, genital ou zoster, candidíase e cistite são sinais de que a imunidade está baixa”, afirma ele, se referindo a doenças causadas por micro-organismos oportunistas. É possível, por exemplo, que uma pessoa contraia o vírus causador da herpes e não manifeste a infecção – mas, como ele permanece no corpo, costuma se aproveitar de momentos de baixa imunidade para agir.

O mesmo vale para a candidíase; apesar de o fungo causador da doença ser naturalmente presente na flora vaginal, alguns fatores podem favorecer sua proliferação exagerada e, em um período de imunidade baixa, os sintomas aparecem.

Além disso, outro sinal de imunidade baixa é a frequência com que doenças infecciosas aparece (ter várias pneumonias ao ano, por exemplo, é algo preocupante).

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Como aumentar a imunidade

Para pessoas de idade mais avançada, que tenham doenças crônicas ou que estejam contraindo males infecciosos como os citados (especialmente com frequência), é interessante revisar alguns hábitos para garantir uma melhor defesa ao corpo, e Iizuka cita alguns deles:

Dormir bem

O momento em que o corpo dorme é usado pelo organismo como uma chance de se reorganizar e, especialmente a longo prazo, dormir mal é algo que deixa o corpo debilitado como um todo. Isso, segundo Iizuka, também acaba prejudicando o sistema imunológico, então é importante assegurar ao menos 8 horas de sono por dia, bem como investigar e tratar distúrbios relacionados a ele.

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Alimentar-se de forma saudável

Os alimentos que ingerimos fornecem ao corpo vitaminas e minerais que asseguram o funcionamento perfeito dele – e, ao fazer uma dieta rica em alimentos calóricos que não trazem substâncias boas consigo, o organismo fica sem o “combustível” necessário para reagir contra doenças.

Sendo assim, é importante fazer refeições balanceadas, ingerindo uma boa quantidade de ferro (presente em verduras verde-escuras, no feijão e na carne vermelha), legumes, verduras, carboidratos (especialmente os integrais, que são mais nutritivos) e frutas, controlando o consumo de frituras, doces, café e bebidas alcoólicas.

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Neste ponto, segundo a nutricionista Angélica Grecco, do Instituto EndoVitta, apostar em alimentos como alho, cebola, lichia, gengibre, cogumelos castanhas-do-Pará e iogurte natural fortalece o sistema imunológico. “Estes alimentos ajudam devido ao fato de terem funções anti-inflamatórias, imunoprotetoras, serem ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, que ajudam a reduzir a formação de radicais livres. Além disso, eles estimulam a produção de células de defesa”

Evitar estresse e cuidar da saúde emocional

Apesar de o sistema imunológico ser algo físico, fatores emocionais também podem afetá-lo. De acordo com a neuropsicóloga Roselene Wagner, é impossível separar o funcionamento do corpo do da mente e, da mesma forma que males físicos interferem na saúde mental, problemas como estresse, ansiedade e outras questões psicológicas fazem o corpo ficar mais frágil e suscetível a doenças.

Regular a vitamina D

A vitamina D é essencial para manter a saúde dos ossos e garantir um bom funcionamento dos sistemas cardiovascular e imunológico. Apesar de ser produzida pelo próprio corpo, no entanto, é extremamente comum ter deficiência na concentração desta vitamina, e o urologista explica que ter dosagens muito baixas indica uma baixa imunidade.

Conforme afirma o médico, é importante realizar exames junto a um profissional da área da saúde para avaliar as taxas da vitamina D. Tomar sol diariamente também é algo que estimula a produção desta vitamina pelo corpo e, consequentemente, ajuda na imunidade baixa.

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