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Veja 9 situações que podem fazer seu pênis diminuir ou aparentar isso

Acompanhe essas situações que podem aparentar ou fazer de fato seu pênis diminuir

Que homem nunca desejou ter o pênis maior? É quase universal. Ninguém quer ver seu pênis diminuir. O que muitos não sabem é que existem situações em que o órgão pode nascer em um formato de miniatura ou, por diversos outros fatores, aparentar ter um tamanho menor.

Há os casos das doenças congênitas e clínicas, além das síndromes genéticas, que podem afetar diretamente no comprimento final do pênis. Situações como obesidade, diabetes, tabagismo e envelhecimento também podem trazer a sensação da retração do pênis. Portanto, preservar hábitos de vida saudáveis e ter relações sexuais são ótimas dicas para o órgão sexual de um modo geral.

Aceite seu pênis!

Segundo os dados da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), o pênis varia de 5 a 10 centímetros quando está flácido. Durante a ereção, a média do brasileiro pode chegar entre 13 a 15 centímetros. Fato é: essa questão do tamanho é sempre assunto nas rodinhas de conversa. Inclusive, é normal que surjam temas sobre intervenções cirúrgicas que promovam o aumento peniano.

Entretanto, práticas como essas são completamente rejeitadas pela Sociedade Brasileira e pelos profissionais entrevistados, pois não existe nenhuma evidência científica. Giuliano Aita, coordenador da área da saúde sexual da SBU e urologista do Hospital Universitário da UFPI (Universidade Federal do Piauí), afirma que cirurgias como essa trazem consequências catastróficas. “São alterações que comprometem a função do órgão e podem até ameaçar a vida do paciente”, alerta o especialista.

Ainda de acordo com Aita, essa insatisfação com o tamanho do pênis, ou com o fato do pênis diminuir, vem de crenças infundadas, criadas desde a infância, surgindo às vezes, de comparações feitas pelos pais. “Isso acaba gerando um trauma e os homens passam a sofrer de um transtorno dismórfico corporal e começam a fixar no formato, comprimento e espessura do pênis”, explica o médico.

A seguir, confira doenças ou situações em que o pênis pode nascer menor ou aparentar uma retração.

Micropênis

O que é: É uma doença congênita, hereditária e considerada rara pelos especialistas. Quando o tamanho do órgão, ereto, fico abaixo de 7 centímetros, e flácido, menor do que 4 centímetros, ele é considerado um micropênis.

Por que ocorre: A doença ocorre por motivos hormonais na fase intrauterina.

Como tratar: Se detectado na infância, há formas de estimular o crescimento do pênis. O tratamento, então, feito na fase de pré-adolescência, utiliza a pomada do hormônio testosterona. Ele tem a função de aliviar a pressão emocional e acelerar o desenvolvimento peniano da criança. A indicação para o medicamento deve partir de um especialista. Já na fase adulta, não há tratamento para aumentar o tamanho do micropênis.

Segundo Flavio Trigo, urologista do Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio Libanês (SP), casos como este merecem uma atenção especial. “É necessário uma sondagem maior para entender as causas do micropênis: se é uma questão hormonal, intersexual (estado em que não há uma definição exata de qual é o sexo da pessoa), entre outras doenças que podem causar isso”, diz o especialista.

Pênis embutido

O que é: Diferente do micropênis, em que o homem nasce com a doença, o pênis embutido não é considerada uma enfermidade. O órgão tem o tamanho normal, porém há um acúmulo de gordura na base do pênis, na região pré-púbica do homem. Neste caso, não ocorre uma diminuição, e sim apenas um impressão de que está menor, já que o órgão fica “negativo” e “escondido” na pele. Apenas a aparência do pênis é comprometida, pois o homem consegue urinar, ter ereções e ejacular normalmente.

Por que ocorre: Esta condição está muito relacionada a questões de obesidade, diabetes e síndromes metabólicas. Pode ocorrer em crianças ou adultos obesos.

Como tratar: Primeiro, é preciso definir a causa, pois podem ser das mais variadas, como citado acima. No caso da obesidade, fator mais comum, é indicado uma dieta e exercícios físicos. Caso não apresente sinais de melhora, e possível fazer uma cirurgia de lipoaspiração na região. Com isso, a aparência do pênis volta ao normal.

Fimose

O que é: Neste caso, é uma doença que deixa o pênis encoberto de pele, dando a impressão de que está menor, mas, na verdade, é a incapacidade de expor a glande (“cabeça” do pênis) por conta do prepúcio. A maioria das crianças nasce com isso e deixa de ter por volta dos 7 e 8 anos. Adultos também podem adquirir ao longo da vida. Diferente do pênis embutido, com a fimose não é possível puxar a pele.

Por que ocorre: No caso dos adultos, eles podem vir a apresentar a fimose por conta de outras doenças, como a diabetes. Geralmente, essa enfermidade vem acompanhada de coceira, vermelhidão no local e dor durante as ereções, o que prejudica o homem nas relações sexuais.

Como tratar: Em crianças, a fimose pode desaparecer. Se não sair, dá para tratar de duas formas: pomadas específicas ou cirurgia (postectomia, mais conhecida como a circuncisão). Muitas crianças operam ainda pequenas, mas homens adultos também podem passar pela intervenção. Com isso, o pênis volta a ter sua aparência normal.

Envelhecimento

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O que é: Com o passar dos anos, os seres humanos envelhecem, é inevitável e um processo natural. No caso dos homens, mais ou menos a partir dos 40 anos, há um declínio progressivo e lento de sua função hormonal. A partir dessa idade, a testosterona no organismo do homem gira em torno de 1% ao ano —causando sintomas sutis e muitas vezes imperceptíveis. As principais repercussões com a queda do hormônio são a diminuição da libido, disfunção erétil, aumento da gordura corporal, perda de massa óssea e muscular, diminuição dos pelos, anemia, depressão e irritabilidade.

“Pessoas idosas, geralmente, possuem pressão alta ou diabetes. Há também a diminuição da testosterona. Essas situações levam a uma piora progressiva do aparelho erétil. Então, eles podem sentir que o pênis ‘encolheu’, mas, se você esticá-lo, dá para notar que tem o mesmo tamanho de que quando era jovem”, pontua Flávio Iizuka, urologista dos Hospitais São Luiz Itaim, Sírio Libanês, Albert Einstein e da Clínica Climedin.

Por que ocorre: Como dissemos acima, os idosos têm a impressão de que o pênis está diminuindo ao longo dos anos, mas isso é um mito. O que ocorre é a o declínio da frequência de ereções e, consequentemente, das relações. Isso tudo causa uma atrofia no tecido peniano, que depende dessa irrigação do sangue quando ele está excitado, trazendo assim a sensação de encurtamento. Ou seja, ter relações e/ou se masturbar é muito importante para o órgão.

Como tratar: Por ser um processo normal do envelhecimento, é sempre bom seguir as recomendações de uma vida saudável para não sentir tanto os impactos. Mas há casos em que podem ser indicados medicamentos para a função erétil ou até mesmo a terapia de reposição hormonal. Tudo sempre com o acompanhamento de um especialista, nunca por conta própria.

Sindrome metabólica

O que é: Está relacionada à obesidade, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides altos e diabetes, principalmente. A síndrome aumenta muito o risco de a pessoa em ter um ataque cardíaco e um acidente vascular cerebral.

Por que ocorre: Nos homens, essa condição pode causar uma baixa na produção de testosterona pelo testículo, causando assim, menos libido, diminuição da capacidade de ereções e do vigor peniano, num modo geral e, consequentemente, acarretando uma aparente diminuição no pênis flácido. De novo, não é que o pênis de fato vá diminuir, e sim irá apenas dar uma impressão, já que sua potência não será usada em sua totalidade.

Como tratar: Mudanças de hábitos e controle desses fatores de risco podem melhorar as ereções e, consequentemente, o tamanho. Há também medicamentos que podem influenciar na qualidade das ereções.

Cirurgia de próstata

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O que é: Para entender o que é a cirurgia, é necessário saber o que é a próstata. Em resumo, é uma glândula que só o homem possui e que fica localizada na parte baixa do abdome, envolvendo a porção inicial da uretra. O órgão também produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual. Quando o câncer é detectado na região, pode ser indicado a retira da próstata, mas só quando a doença está localizada, ou seja, só atingiu a glândula.

Por que ocorre: Durante a cirurgia, após a retirada da próstata, é necessário unir a bexiga à uretra, e isso pode causar uma diminuição aparente de 1 a 2 centímetros. Mais uma vez, vale ressaltar que não houve uma retração do órgão e sim uma modificação de tecido erétil e, com isso, uma diminuição da capacidade de uma ereção plena.

Prevenção: Se a cirurgia for inevitável, uma forma de impedir essa aparente diminuição é estimulando a atividade sexual precoce após a intervenção: tanto relações sexuais e/ou masturbações. Já para prevenir o câncer de próstata, é necessário ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado, praticar atividade física, não fumar e fazer os exames (toque e sangue) indicados a partir dos 40, 50 anos, com o urologista.

Outras situações

Falta de uso

Como citamos no caso de envelhecimento, a mesma situação se encaixa aqui. Pela diminuição normal da libido, diminuição da frequência das relações sexuais e menos ereções, o homem vai utilizar menos o pênis, o que consequentemente, pode trazer a sensação de encolhimento. Mas, na verdade, é apenas o tecido adiposo que sofre uma atrofia. Ou seja, manter relações saudáveis, mesmo que menos frequentes, é muito importante para a saúde do pênis.

Emoções

Ansiedade, medo, susto, estresse… tudo isso pode afetar, ainda que momentaneamente, o tamanho do pênis. Para funcionar e ficar erétil, o órgão precisa da circulação do sangue. Quando a gente passa por um susto, por exemplo, o sangue foge de todas as extremidades do corpo como forma de sobrevivência, inclusive do pênis, o que causa aquela “diminuição”, no estágio flácido.

Tabagismo

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Assim como outras doenças crônicas, como diabetes, colesterol, o tabagismo também afeta diretamente as artérias penianas. O que ocorre é basicamente o mesmo citado acima: uma diminuição do enchimento do pênis durante a ereção. Além disso, também influencia a capacidade do indivíduo em ter uma ereção, comprometendo assim seu desempenho sexual.

Postado originalmente em: UOL Viva Bem

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