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A ejaculação precoce é um problema complexo com solução

A ejaculação precoce pode ser definida como aquela que acontece no primeiro minuto de penetração ou mesmo antes do início da relação sexual

A ejaculação precoce , de forma mais abrangente, segundo os pesquisadores Willian Masters e Virginia Johnson, o ejaculador rápido pode ser caracterizado por aquele que não consegue ter controle e satisfazer a parceira em pelo menos 50% das relações sexuais. Se a parceira persistentemente não chega ao orgasmo por outras razões, que não a rapidez do processo, o conceito deixa de ser válido.

As causas da ejaculação precoce não são físicas, mas psicológicas associadas a um perfil de ansiedade. Alguns trabalhos científicos indicam que a primeira relação sexual feita de forma apressada, seja com uma namorada em situações improvisadas ou com uma prostituta que prefere um relacionamento rápido e superficial, podem gravar no subconsciente este tipo de padrão de comportamento sexual.

A importância da ejaculação precoce é inegável, pois causa grande sofrimento psicológico ao casal e pode ser mais um dos fatores que levam ao divórcio. Ao homem provoca baixa autoestima e até impotência sexual psicogênica, e à mulher, provoca sentimentos negativos que vão desde culpa até desprezo pelo sexo. Estudo científicos indicam que cerca de 1 em cada 3 homens sofre do problema.

Como tratar a ejaculação precoce

O tratamento da ejaculação precoce fundamenta-se em 3 frentes: medicamentos, terapia comportamental e psicoterapia. Não existe cirurgia para tratamento de ejaculação precoce: a cirurgia de neurotomia seletiva do pênis é condenada pela Sociedade Brasileira de Urologia, tanto pela ineficácia como pelo risco de sequelas graves.

O tratamento medicamentoso deve ser feito com orientação médica. As drogas mais utilizadas são antidepressivos, que podem causar vários efeitos colaterais. Estas drogas são de uso contínuo e requerem ajuste da dose adequada para cada indivíduo. As drogas mais comumente utilizadas são a paroxetina, fluoxetina, sertralina e imipramina. A Janssen Cilag, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson, lançou a droga Priligy com o princípio ativo dapoxetina em meados de junho de 2009. Esta droga é bastante promissora, por ser a primeira droga especialmente desenvolvida para ejaculação precoce e seu uso ser esporádico, apenas 1 a 3 horas antes da relação sexual. A droga ainda não é comercializada no Brasil, mas pode ser importada.

A Terapia Comportamental

A terapia comportamental é muito simples, mas pouco indicada por médicos, visto que requer tempo e paciência para correta aplicação. Esta abordagem baseia-se na orientação adequada da forma que a atividade sexual é realizada. Recomenda-se uma prática sexual regular, ou seja, pelo menos 2 ou 3 relações por semana, e com parceira fixa.  

Para entender melhor as técnicas de tratamento, é preciso explicar um pouco sobre fisiologia dos reflexos do corpo. A ejaculação é um reflexo, ou seja, uma resposta automática desencadeada por estímulo sensorial (tato). Devido a fricção da região do freio prepucial com a vagina. Para comprovar, basta conferir que uma ereção provocada por uma foto erótica não é seguida de ejaculação se não houver contato físico com o pênis. Por este motivo, é comum verificar tratamentos baseados em cremes anestésicos ou uso de camisinha. Para reduzir o estímulo sensorial, mas este não é o melhor caminho, pois reduz o prazer. O creme anestésico no pênis pode passar para a parceira e anestesiar o clítoris, anulando o prazer feminino.

Qualquer reflexo do nosso corpo pode ser controlado, e para isto é necessário: concentração no estímulo sensorial, antecipação do ato reflexo. E se possível interferência na intensidade e duração do estímulo desencadeante do reflexo. Trocando em miúdos, no caso da ejaculação, o paciente deve focar sua atenção no estímulo tátil do pênis friccionando com a vagina. Mantendo máxima a excitação, e quando sentir que está próximo do ponto de inevitabilidade de gozar, deve reduzir imediatamente seus movimentos pélvicos ou retirar o pênis da vagina e comprimir a glande com indicador e polegar por 10 segundos, até sentir que readquiriu o controle sobre a ejaculação,  e somente depois pode recomeçar o ato sexual (técnica descrita como “Stop – Go”).  

Não é tão fácil

Com este treino, o paciente vai adquirindo gradativamente o controle sobre o reflexo da ejaculação. É importante ressaltar que muitos pacientes com o problema, fazem justamente o contrário. Ou seja, durante o ato sexual buscam distração e buscam imagens mentais não excitantes. Puxam o cabelo, mordem o lábio e com isto, perdem mais facilmente o controle sobre a ejaculação. E pior, perdem a excitação e também a ereção.

Os pacientes  solteiros tem tratamento muito mais difícil. A intimidade ajuda muito aos casais habituais, por reduzir a ansiedade. Uma parceira compreensiva e disposta a ajudar é fundamental no sucesso do tratamento. 

A posição durante o ato sexual é muito importante. E assim, recomenda-se posições em que o homem tenha controle sobre os movimentos e possa modular a intensidade do estímulo tátil. E recomenda-se uma posição que seja a menos excitante ou que reduza a ansiedade.

A psicoterapia deve ser buscada em pacientes com quadros mais severos, e que não conseguiram controle da ejaculação precoce. Nem com medicamentos e nem com terapia comportamental. Os psicoterapeutas especializados em terapia sexual e terapia de casais são mais indicados, e especialmente, quando existe um sério comprometimento da autoestima do homem. E degradação do relacionamento do casal.

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