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Cirurgia Robótica para câncer de próstata ganha espaço

A Cirurgia Robótica para câncer de próstata, ou a chamada cirurgia de prostatectomia
radical realizada pela técnica videolaparoscópica robô-asssistida é nova no Brasil

Aos 62 anos, o Sr. Décio Fukazawa teve a difícil notícia que estava com câncer de
próstata descoberto em exame de rotina. Mal sabia ele que seu problema seria resolvido com uma cirurgia robótica. Após uma ampla investigação, os exames indicaram que se tratava de doença em fase inicial. O que mais deixou Sr. Décio intrigado era o fato de
não apresentar nenhum sintoma da doença, e pelo fato de não se sentir doente e cuidar bem
da alimentação e ser adepto de prática regular de atividades físicas. Ele também ficou surpreso
pelo fato de não ter familiares próximos com a mesma doença.


Segundo dados do INCA, o câncer de próstata é o mais comum no sexo masculino,
com 61.200 casos previstos para o Brasil em 2016
. É responsável por mais de 13 mil mortes
diretas por ano, colocando-o na segunda posição em mortalidade, atrás apenas do câncer de
pulmão.

Controvérsias


Apesar de certa controvérsia, a avaliação anual com exame de PSA no sangue
combinado com o exame físico de toque retal, continuam sendo os métodos mais indicados
para detecção precoce e prevenção, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia.
A evolução do tratamento do câncer permite ao paciente escolher entre diversas
alternativas para controle da doença, e isto é motivo de ansiedade e apreensão por parte dos
pacientes. Segundo Dr. Flávio Iizuka, diretor da Clínica Climedin, “cabe ao urologista discutir
amplamente com seu paciente cada um dos métodos de tratamento. Quando se trata de
câncer de próstata localizado em fase inicial, as modalidades mais indicadas são a cirurgia
radical e a radioterapia.”


Após avaliar opções de tratamento, o Sr. Décio optou pela cirurgia de prostatectomia
radical realizada pela técnica videolaparoscópica robô-asssistida, que é uma modalidade
moderna disponível nos melhores centros hospitalares no Brasil. Segundo o Dr. Murilo Luz,
coordenador do programa de cirurgia robótica do Hospital São Luiz, esta modalidade de
tratamento vem ganhando espaço, devido seus potenciais benefícios, principalmente
relacionado ao menor sangramento, menor tempo de hospitalização, e retorno precoce às
atividades.


Cerca de 1 semana após a cirurgia, Sr. Décio já estava sem sondas ou drenos, e
satisfeito por ter apresentado uma recuperação muito rápida, e sem sequer ter precisado usar
analgésicos orais depois da alta. Como boa notícia, o Sr. Décio foi informado que o resultado
da biópsia realizada após a cirurgia indica grande probabilidade de controle da doença.

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